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25/04/2026

A oração alimenta a missão de Pastor do rebanho do Senhor!

"A figura do Cristo, Bom Pastor, que dá a vida para defender e conduzir o rebanho, povo de Deus para a casa do Pai, é o modelo e a razão do 'sim', da entrega, da disponibilidade no seguimento e na resposta vocacional para viver o chamado e a missão"

Foto de capa
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Estimados irmãos e irmãs em Cristo Jesus! Em comunhão com toda a Igreja, celebramos neste 4º Domingo da Páscoa, lembrado como o “Domingo do Bom Pastor”, a 63ª Jornada Mundial de Oração pelas Vocações. E na sua mensagem para este dia, o nosso Papa Leão XIV nos convida a fazer “A descoberta interior do dom de Deus”, guiados e protegidos por Jesus Ressuscitado.

A figura do Cristo, Bom Pastor, que dá a vida para defender e conduzir o rebanho, povo de Deus para a casa do Pai, é o modelo e a razão do “sim”, da entrega, da disponibilidade no seguimento e na resposta vocacional para viver o chamado e a missão. Como cristãos, participantes do sacerdócio comum dos batizados, todos nós somos corresponsáveis com a missão da Igreja. Por isso, devemos nos empenhar “cada vez mais em criar ambientes favoráveis para que este “dom de Deus” possa ser acolhido, alimentado, protegido e acompanhado, a fim de dar fruto abundante. Somente se os nossos ambientes brilharem pela fé viva, pela oração constante e pelo acompanhamento fraterno, o apelo de Deus poderá florescer e amadurecer, tornando-se caminho de felicidade e salvação para cada um e para o mundo. Caminhando pela via que Jesus, o Bom Pastor nos indica, podemos aprender a conhecer melhor a nós mesmos, e a conhecer mais de perto a Deus que nos chamou” (Papa Leão XIV – Mensagem para a LXIII Jornada Mundial de Oração pelas Vocações).

Poderíamos nos perguntar: Por que rezar pelas vocações? Permitam-me lembrar das palavras de Jesus: “Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie operários para a sua colheita” (Mt 9,38). Numa realidade onde tantos jovens estão buscando um discernimento para a própria vida, não podemos deixar de rezar, convidar e acreditar que o Senhor da messe chama também operários para trabalharem na sua vinha, através da vocação ao sacerdócio, à vida religiosa e à vocação matrimonial.

O Papa São João Paulo II, na carta dirigida aos sacerdotes da Igreja, por ocasião da Quinta-Feira Santa de 1979, dizia que: “Nestes últimos anos talvez se tenha discutido demasiado sobre a identidade do sacerdote... Mas, talvez se tenha rezado demasiado pouco. É a oração que dá o estilo essencial do sacerdócio. Sem ela, esse estilo deforma-se. A oração ajuda-nos a reencontrar a luz que nos guiou desde o início da nossa vocação... embora algumas vezes pareça ficar perdida na escuridão”.

A oração ajuda-nos a crer, a esperar e a amar, mesmo quando isso se opõe a nossa fraqueza humana. A oração permite-nos, ainda, redescobrir continuamente as dimensões do Reino, cuja vinda suplicamos todos os dias, ao repetir as palavras que Cristo nos ensinou: “Venha a nós o vosso Reino”. E na oração poderemos talvez enxergar com mais nitidez os “campos” prontos para a colheita, a falta de operários e a força das palavras do Senhor. Mas para isso precisamos também nos converter e acreditar na força da oração. A oração é a primeira e a última condição da conversão, do progresso espiritual e da santidade, por isso é preciso “orar sempre, sem nunca desistir” (Lc 18,1).

 

+ Dom José Gislon, OFMCap.
Bispo Diocesano de Caxias do Sul

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