A pandemia que assola o mundo todo provoca reflexão, medo e angústia. E, para alguns, é hora de executar desafios e viver novas experiências, ainda que com medidas de segurança. Um trio de mulheres usou estes dias incertos para concretizar um antigo desejo: elas percorreram o Roteiro Caminhos de Caravaggio, que liga os Santuários de Caravaggio de Canela a Farroupilha, no final do mês de junho. São quase 200 quilômetros que foram percorridos em uma caminhada marcada por superação, religiosidade e força.

Fabíola Marini, Cláudia Flores e Luciana Matias vieram de diferentes cidades: Porto Alegre, Caxias do Sul e São Paulo. A amizade entre as três se fortaleceu ao longo do trajeto, já que só haviam conversado pela internet e, em comum, estava a vontade de fazer o roteiro. “Quando comecei o caminho foi algo mágico. Nos sentimos muito emocionadas, tocadas”, define Claudia.

 

 

Em comum, as três sustentam a paixão pelo ato de peregrinar, por entender que nem sempre a chegada é o grande ápice da caminhada. Isso porque a contemplação de todo o trajeto se mostra tão importante quanto o momento da chegada, já que é ao longo do caminho que estão espalhadas as famílias que são responsáveis por dar acolhida ao peregrino. Por estarmos vivendo uma pandemia, as gurias não abriram mão de máscara e álcool gel na mochila, itens que se tornaram essenciais no ‘novo normal’.

O Caminhos de Caravaggio já levou mais de uma centena de romeiros a vivenciar um trajeto marcado por fé e espiritualidade. Cada romeiro que despontou na Esplanada do Santuário de Farroupilha foi recebido de maneira emocionante. Entre as iniciativas para a acolhida do romeiro, há a entrega de medalhas de Nossa Senhora de Caravaggio. São pequenas e com a descrição do Santuário de Farroupilha e, claro: a imagem de Nossa Senhora com Joaneta. Além disso, outro momento proporcionado pela equipe do Santuário costuma provocar choro – é o Sino do Peregrino, que é acionado pelos romeiros assim que chegam ao Santuário