Posse ocorrerá em 8 de setembro

Foi no Santuário Diocesano de Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha, nesta segunda-feira (15) que aconteceu o primeiro encontro entre o recém-nomeado bispo da Diocese de Caxias do Sul, Dom José Gislon, e os padres que integram a Diocese.

 

A programação foi destinada exclusivamente aos sacerdotes e ao novo bispo para, justamente, estreitar laços e proporcionar um diálogo inicial mais próximo. A iniciativa deste encontro partiu de Dom Gislon para trocas de testemunhos de vida e oração. O encontro reuniu 80 padres, e a missa foi celebrada também pelo atual bispo Dom Alessandro Ruffinoni. A posse de Dom José Gislon ocorrerá em 8 de setembro, às 15h30min, na Catedral Diocesana de Caxias do Sul, e toda a comunidade é convidada a participar.

“Foi um dia marcado pela graça de Deus. Conhecer o rosto dos padres, ver tantos testemunhos bonitos de padres que têm uma vida dedicada ao serviço do Evangelho. Alguns padres têm mais de 60 anos, há padres jovens, de meia-idade, seminaristas que estão no processo de formação. Hoje foi o momento de conhecer o rosto dessa realidade que vai estar muito próxima do bispo diocesano. Essa realidade que pede também paternidade, relação ao clero diocesano. O padre precisa também ser cuidado e animado, para que não desista desse ideal de vida”, contou o bispo.

 

 

 

 

 

Anunciado como sucessor de Dom Alessandro Ruffinoni em 26 de junho, Dom José Gislon responde atualmente pela Diocese de Erexim, no município gaúcho de Erechim. A programação no Santuário de Caravaggio começou às 9h com reunião, seguida de missa e com almoço entre os convidados. Em sua homilia, ele ressaltou a relevância que sacerdotes têm diante das comunidades, e reafirmou a importância do compromisso da evangelização ser pauta séria no dia a dia da vida do padre.

 

 

“A nossa missão como sacerdotes é sermos sinal de vida no mundo de hoje, da presença de Deus que alimenta a caminhada do povo. Mesmo diante de tantas dificuldades, devemos ser homens da esperança, da gratidão, do anúncio do reino de Deus. É pelo testemunho de vida e da palavra. Às vezes, queremos ter atitudes de enfaixar as feridas sem curá-las. Mas precisamos, primeiro, curar as feridas para depois enfaixá-las. Nós, padres, precisamos ter as dores enfaixadas com a ternura e misericórdia de Deus para poder curar o nosso povo”, afirmou.

Essa não foi a primeira experiência de Dom José Gislon no Santuário, já que conhece o espaço desde que ordenado, em 1988, quando participou de uma missa celebrada pelo então bispo Dom Benedito Zorzi. Dom José Gislon acredita que seu trabalho na Diocese deve ser reflexo do que o Papa Francisco ensina: uma igreja em saída, que se aproxime da comunidade e evangeliza em cada gesto. “Que possamos falar às nossas crianças, jovens, famílias, à realidade do mundo empresarial e da cultura, de uma sociedade que às vezes se fecha para as coisas de Deus. Que saibamos bater na porta do coração das pessoas com amor, paixão e ternura”, ensina.