A cada grupo que desponta na Esplanada do Santuário de Nossa Senhora de Caravaggio, após percorrer os 200 quilômetros do Roteiro Caminhos de Caravaggio, as sensações se misturam. O que é, de fato, unanimidade, são os pensamentos de que ninguém anda sozinho: além da Mãe de Caravaggio acompanhar os romeiros, é a palavra de Deus que permeia a mente de quem não desiste mesmo diante de tantas dificuldades.

Veja histórias de romeiros que chegaram nos últimos meses no Santuário:

 

Maria Zilda Pereira Staub

A gaúcha que mora no estado vizinho de Santa Catarina é experiente quando o assunto envolve caminhadas por roteiros religiosos, e destacou positivamente a infraestrutura do Caminhos de Caravaggio.

“A gente já tem bastante experiência em fazer caminhos, aqui no Brasil, fora do Brasil, como o Caminho de Compostela. Já temos essa espiritualidade latente. Aqui foi diferente porque sou gaúcha, ainda que more em Florianópolis, sou de Venâncio Aires. Então foi um caminho muito interessante, recordações, busca, reflexão. A parte da logística está muito bem feia, as pousadas são muito boas. O caminho foi muito gostoso de fazer”

 

Leonardo Gonzales e Flávia Gomes

O casal de ciclistas percorreu o trajeto de 200 quilômetros ressaltando não só a reflexão, religiosidade e aventura, mas reforçando o elo entre os dois que ficou ainda mais forte.

“Foi um caminho de muita reflexão, muitas paisagens, muito contato com a natureza e muita superação. Os últimos trechos envolvem muito desgaste físico e psicológico, e este é o grande legado”, afirma Leonardo.

“Fico muito emocionada em terminar junto, desde o início, o tempo todo com meu marido. Esse é o maior legado que vou levar dessa história: a gente nunca conseguiu se ajudar tanto e se integrar tanto como foi nessa viagem. Eu estou muito emocionada em chegar aqui e ser recebida. Em todos os lugares fomos muito bem recebidos”, elogia Flávia.

 

Mary Kiyomi Sato, Quenia Maia Lourenço e Reginaldo Biazoti.

Um caminho feito de acolhida, um caminho de fé, um caminho de superação. Assim, o trio define a experiência superada em grupo!

“Conheci pessoas fantásticas, eles nos recebendo embaixo de chuva, onde a gente menos esperava. Fora o visual das cidades, do trecho mesmo, eu adorei e quero voltar”, prometeu Mary.

A emoção ficou tão forte na chegada ao Santuário de Farroupilha que Quenia mal conseguiu expressar em palavras a alegria – as lágrimas falaram por ela. “O caminho é muito lindo e realmente, existem anjos no caminho. Por que nós fomos muito acolhidos”, define.

“Esse sentimento de emoção expressa com mais propriedade qualquer palavra que poderíamos colocar. Mas nós somos muito gratos por ter sido abençoados por ter feito este caminho neste momento. Pelas dificuldades que tivemos em função do tempo, da tempestade, as dificuldades nos ofereceram explorar e receber o que há de melhor”, agradeceu Reginaldo.

 

Raquel Itimura, Marcelo Soares Luiz

Raquel e Marcelo percorreram os 200 quilômetros e chegaram a Farroupilha com capa de chuva e muito cansados – mas estas condições não foram impedimento para que prometessem um retorno em 2020.

“Nós já temos experiência em outros caminhos. A receptividade das pessoas é muito bacana e diferente. Essas peregrinações são sempre uma mistura de determinação e fé ao mesmo tempo. A gente sabe que tá sempre muito protegido”, admite Raquel.

“A experiência de ter dormido no Seminário foi marcante. Terminar o dia cansado e aquele lugar bom, com silêncio… é a melhor coisa que tem”, pontua Marcelo. “Ontem a gente já estava com saudade, então ano que vem a gente vai estar de volta querendo ver que isso cresceu”, encerra Raquel.

 

Cássio Schuvatz, Suiane Bordin e Ladevir Guarda.

O trio também lembra que a união entre amigos e companheiros fica ainda mais forte diante de um desafio tão grande.

“A parceria foi muito boa, o caminho árduo, mas bem gratificante”, afirma Ladevir.

“Momento de renovarmos a fé, e os laços de amizade. Conexão com a natureza e com a divindade, com Deus”, avalia Cássio.

Já Suiane faz um comparativo com as dificuldades do caminho com os problemas que enfrentamos dia após dia: “Nós seguimos com inúmeros obstáculos, mas não pensando somente neles, e sim sempre superando. Isso vale paro dia a dia também. É uma lavada na alma, uma renovação”, reitera.