Em todos os continentes, 5 de junho é celebrado como o Dia Mundial do Meio Ambiente, tornando a semana inteira alusiva às causas ambientais. Esta defesa é uma das mais abordadas pelo Papa Francisco em suas manifestações públicas – tendo sido, inclusive, tema de diversas Campanhas da Fraternidade, como em 2017, em que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) elegeu como assunto Fraternidade: Biomas Brasileiros e a Defesa da Vida. Mas o que, afinal, há em comum a religiosidade com o meio ambiente?

 

 

Justamente para esclarecer ao povo porque cuidar da natureza é, também, cuidar de todos nós, que o Papa Francisco apresentou ao mundo a Carta Encíclica Laudato Si’. Trata-se de um documento que aborda também o Cântico das Criaturas, escrita por São Francisco de Assis, protetor dos animais e padroeiro da ecologia, onde são louvadas e citadas as belezas da natureza. No Laudato Si, Papa Francisco indica a proximidade entre as questões ambientais com as sociais, já que o planeta é de responsabilidade de todos. Em um dos seis capítulos, ele provoca com a questão “Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, às crianças que estão a crescer?”. Além de projetar o futuro nesta pergunta, Papa Francisco lembra que os efeitos de atitudes omissas em relação à natureza recairão especialmente às crianças, e que preservar o planeta e seus habitantes é um dos maiores desafios em todas as partes da terra. Isso porque as degradações do ambiente são sempre acompanhadas pelas injustiças sociais.

 

 

 

A má qualidade da água e do ar, a perda da biodiversidade, o excesso na produção de lixo impactam diretamente na deterioração da qualidade de vida humana e degradação social, assunto também abordado na encíclica. Cada vez mais, a população se habitua a viver em cidades onde cimento e asfalto são sinônimos de avanço e crescimento. Isto acaba eliminando espaços verdes e provocando gastos de água e energia em excesso. E como isso afeta a vida de todos nós? Com crescimento desmedido e descontrolado em diversos cenários, é normal que haja desigualdade no fornecimento e consumo de serviços básicos. Logo, há aumento de violência, agressividade e até perda de identidade entre os que habitam. “Hoje, com gratidão a Deus, recordamos que nosso corpo contém os elementos do planeta, seu ar é o que nos permite respirar e sua água nos vivifica e nos restaura”, escreveu Papa Francisco em sua página no Twitter nesta quarta-feira (5).

 

 

 

 

Por isso, o Dia Mundial do Meio Ambiente serve para uma reflexão profunda de que hábitos podemos mudar e quais cuidados são essenciais para nossa “casa comum”. Na carta, o Papa Francisco traz sugestões como reduzir consumo de água, separar os resíduos, cozinhar apenas o que se poderá comer, plantar árvores, utilizar transporte público, entre outros itens. É possível ler, na íntegra, a Carta Encíclica por aqui.

http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20150524_enciclica-laudato-si.html