O roteiro turístico Caminhos de Caravaggio, que une os Santuários de Canela e Farroupilha, tem sido cenário de histórias de devoção, superação e acolhida. Foi em dois dias, totalizando pouco mais de 10 horas, que os caxienses Rodrigo Camatti e Fúlvio Pedro Boff percorreram o roteiro de bicicleta. “Foi uma pedalada de agradecimento”, conta Camatti, que é administrador de empresas e tem 38 anos.

A dupla de amigos decidiu fazer o roteiro por ter grande admiração não só por Nossa Senhora de Caravaggio, mas também por simpatizar com o caminho de Santiago de Compostela. A ideia de percorrer grandes trajetos movidos pela fé motivou os dois a pedalarem os 200 quilômetros à bordo de uma montain bike, equipamento propício para trilhas. E o caminho surpreendeu: estradas de chão, rios, casarões e outros ingredientes tornaram a paisagem outro fator motivacional.

 

 

“Eu sabia que seria um desafio muito legal, e sabemos que quem faz a pé, encontra dificuldade ainda maior. Durante diversos momentos, pensei na admiração por quem fez este roteiro, pelas pessoas que moram nas comunidades: todos simples, mas bastante simpáticos. Eu tinha certeza que a gente ia terminar, fazer os 200 quilômetros, porque pedalo três vezes por semana. Mas mesmo assim, sofremos um pouco para concluir o trajeto”, confessa Camatti.

 

A dupla percorreu o roteiro nos dias 29 e 30 de junho. Carimbou o passaporte, tocou o Sino do Peregrino e sentiu a derradeira emoção ao avistar o Santuário Diocesano de Caravaggio. A sensação que fica é a de agradecimento por ter capacidade de participar desta missão, e o desejo de indicar para que mais amigos ciclistas possam conhecer o Caminho que provoca reflexão, oração e humanidade. “Passa um filme na nossa cabeça durante o trajeto, ao tentar entender cada comunidade, cada história das pessoas. Às vezes, reclamamos que estamos com uma dorzinha, um problema, mas olhamos para o lado e vemos gente que está passando por reais dificuldades. Só temos a agradecer e pedir para que Nossa Senhora de Caravaggio olhe pelos mais necessitados”, encerra.