Pelas três horas da tarde, para a celebração da Paixão do Senhor, o altar do Santuário de Caravaggio estava completamente desnudado, sem castiçais, sem toalhas. Diante do altar, a grande multidão dos fiéis permaneceu por algum tempo ajoelhada, bem como os sacerdotes prostrados de rosto por terra.

 

 

 

Três foram as partes da celebração: liturgia da Palavra, adoração da Cruz e Sagrada Comunhão.

Na liturgia da Palavra, momento especial da graça de Deus foi, certamente, a leitura da história da Paixão segundo São João.

No rito de adoração da Cruz, o convite do silêncio para a adoração diante do lenho da Cruz. E a Sagrada Comunhão Eucarística como oportunidade da intimidade com o mistério da nossa fé.

Após a celebração da Paixão do Senhor, fez-se longa e piedosa procissão com as imagens do Senhor Morto e de Nossa Senhora das Dores. Os homens carregaram Cristo, e as mulheres, a Virgem Maria.

A Igreja recorda nesta Sexta-feira Santa a Paixão e Morte de Jesus. Neste dia não se celebra a Santa Missa, mas a celebração chamada “Funções da Sexta-feira da Paixão” que tem origem numa tradição muito antiga da Igreja que já ocorria nos primeiros séculos.

 

 

Adoramos Cristo que foi pregado na cruz através do toque concreto, como faziam os primeiros cristãos naquele madeiro onde Jesus foi estendido e banhado com o seu sangue.

A Cruz está presente na vida de todos os cristãos desde a purificação do pecado no Batismo, absolvição do Sacramento da Reconciliação, até o último momento da vida terrena com a Unção dos enfermos.

 

 

 

Na Sexta-feira Santa somos convidados a adorar a Cruz para o dom da salvação que conseguimos através da sua vinda. Depois da ascese quaresmal o cristão está preparado para não fugir do sofrimento. Durante a liturgia os fiéis tocam a Cruz, a beijam e assim entram ainda mais em contato com a dor de Cristo que é a dor de todos, porque Ele carregou na Cruz os pecados de toda a humanidade para salvá-la.

 

 

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