Rezar pelas vocações no mês de agosto virou tradição em território nacional – vocação é a resposta humana a um chamado divino, é quando alguém atende a um sinal importante. É em agosto, também, que é celebrado o Dia do Padre (4 de agosto) e é um dos momentos em que a Diocese de Caxias do Sul, concentra ações para que o humano ofício de ser padre ganhe mais visibilidade e atenção. É tempo de propagar ideias, de reforçar conceitos sobre sacerdócio e, sobretudo: evangelizar ainda mais.

Há esforços contínuos ao longo de todo o ano e que ocorrem em cada um dos municípios atendidos pela Diocese de Caxias do Sul para que vocações sejam sempre atendidas. O setor responsável por este acompanhamento é a Pastoral Vocacional. Coordenada pelo padre Marciano Guerra, cada jovem que demonstra dúvidas ou interesses sobre adentrar na caminhada sacerdotal é acolhido com respeito, sinceridade e atenção. Padre Marciano tem apenas 30 anos e, por estar muito próximo destas gerações que chegam movidas por debates, anseios e fé, a comunicação se torna fácil e amistosa.

O atendimento ocorre de forma individual e também coletivo, para que o jovem – ou homem, independente da idade – possa ter clareza quanto ao papel do sacerdote. Saiba mais como funciona este trabalho!

 

 

 

Como funciona o serviço vocacional na Diocese de Caxias do Sul?

Padre Marciano: Trabalhamos basicamente em três âmbitos. Um deles é a geração e formação do que chamamos de cultura vocacional. Ajudar as comunidades, as lideranças, os padres com projetos que compreendam e informem que sua função sempre é vocação. Também queremos superar a ideia de que exista uma vivência vocacional atrelada somente a ser padre: todos nós temos uma vivência vocacional, ser pai é uma vocação, por exemplo. Depois, cada pessoa é chamada a incentivar outras vocações ao apoiar o jovem na escolha. E há o chamado de despertar vocacional: quando um jovem se abre para pensar ou abrir o caminho concreto de vocação. Isto é feito por meio de bate-papo, testemunhos, redes sociais e é quando ajudamos a ele se despertar. Por últimos, o jovem recebe ajuda a pensar no seu projeto de vida: que tipo de profissional vou ser? Quero ter uma família, tenho vocação ao sacerdócio?

 

 

E como é feito este acompanhamento? Caso o jovem more no interior, por exemplo?

Padre Marciano: O acompanhamento pode envolver alguns anos até que o caminho fique claro para ele. Há agentes de pastoral, da psicologia e grupos de vocacionados envolvidos neste processo. Estamos em processo de reformulação para ampliar este trabalho de presença nos municípios. Exemplo de que chegamos a todos é que teremos neste ano dois jovens diáconos; e um deles está em Cambará do Sul e outro Bento Gonçalves. Mas estamos retomando o que são chamados de equipes vocacionais paroquiais: a ideia é que cada paróquia tenha uma equipe de leigos e que eles consigam ser alguém presente para compreender, vivenciar e ajudar a equipe de padres neste processo de vocações. O trabalho começa em Bento Gonçalves, Nova Prata e São Marcos.

 

E qual é o momento que o jovem pode despertar para este chamado? Como foi o seu momento, padre?

Padre Marciano: O meu chamado aconteceu quando eu tinha 15 anos e participava de um grupo de jovens na comunidade que morava. O grupo era muito importante para mim porque tínhamos momentos de oração, amizade e integração. E havia a presença de um padre jovem, muito próximo de todos nós. O despertar veio pela presença dele: ele tinha a mesma linguagem que nós, andava de moto! Nos meus momentos de oração, pensei: por que não ser padre? No meu caso, conversei com algumas pessoas próximas e é interessante que todas me apoiaram. Compreenderam que era algo muito bonito. O percurso é grande, precisamos amadurecer as ideias e depois vai se concretizando com as características da pessoa. O jovem precisa se conhecer muito para decidir isso! Acredito que ao conviver com padres que entendam a realidade do jovem, ele começa a entender que é um caminho possível. A vocação traz muitas realizações.

 

Quais são algumas destas realizações, padre?

Padre Marciano: A entrega do padre resulta em mudanças nas comunidades. E ver as coisas acontecendo! Tenho uma missão grande com o público jovem, e é bonito demais ver essa vivência intensa que ele tem com a religiosidade. Até temos menos jovens atuantes, se compararmos com décadas passadas, mas são muito mais intensos e participativos. O padre é uma pessoa de gerações. Ele passa o tempo com pessoas: de diferentes tipos e experiências, é fantástico. Ele procura dar esperança às pessoas. O retorno que é recebido pode ser simples, mas é bonito. Quando alguém nos diz que aquela palavra que nós, padres, falamos, fez diferença… Já valeu a pena. A igreja hoje, o jovem especialmente, tem uma sustentação de fé diferente. Ele canta, se envolve, dança, conversa e, claro: vive os momentos de silêncio e oração de formas diferentes. Quando o padre vive momentos assim, ele se realiza.

Como podemos, então, incentivar os jovens a se aproximarem da igreja –e, por consequência, estimular as vocações?

Padre Marciano: Dando nosso testemunho de fé! Respeitar as ideias, ser ouvido. Na Diocese, temos dois movimentos grandes relacionados a isto. A Romaria da juventude, algo que se consolida ano após ano, e a Jornada Diocesana da Juventude. Ela ocorre dia 17 de agosto no Seminário de Nossa Senhora de Aparecida com momentos de espiritualidade, oficinas e até festa com um DJ católico. Será um bom momento do jovem se reconhecer cristão.

E como podemos descrever estes padres que chegam para a igreja agora?

Padre Marciano: O que permanece é que o padre é um homem de Deus, uma pessoa com grande missão do anúncio do Evangelho e é sempre o primeiro elemento. Ele foi tocado pela presença de Deus na vida, comunica isso a todos e toca sua existência. O que muda é que os padres do nosso tempo são chamados a se comunicar com as características deste tempo. Comunicação digital: ele precisa ir onde o público está! Precisamos nos comunicar com todas as realidades.

 

 

 

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Pastoral Vocacional – Diocese de Caxias do Sul

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